Dietas de desintoxicação já eram um hábito em culturas ancestrais, que restringiam determinados alimentos ou aderiam ao jejum total ou parcial por um curto período, para eliminar toxinas. Hoje em dia, a prática do chamado detox se desdobrou em outros processos com o mesmo objetivo: eliminar os elementos nocivos do organismo, seja após um período de fartura de comida ou bebida, como ocorrido nas festas de fim de ano, ou em momentos pontuais do cotidiano.
O corpo humano está naturalmente preparado para desenvolver sua própria desintoxicação, mas a quantidade de substâncias nocivas a que estamos expostos, na vida contemporânea, é maior do que a capacidade física de eliminá-las. Por isso a importância de tratamentos que potencializem essa ação. O detox, então, serve para promover a redução da retenção de líquidos e o equilíbrio dos nutrientes no organismo. Como bônus, retardam o envelhecimento e previnem desequilíbrios de saúde.
A variedade de menus detox é extensa, mas em geral são compostos basicamente por sucos verdes, chás, frutas, saladas e sopas. Todos os alimentos inclusos devem ser de baixo índice glicêmico, isto é, aqueles cuja digestão e absorção ocorre lentamente pelo organismo.
VOCÊ SABIA?
Elementos tóxicos estão presentes no nosso dia a dia e, pouco a pouco, contaminam o corpo. Ar poluído, medicamentos, álcool, corantes, produtos químicos e até cosméticos contêm substâncias nocivas que se acumulam nos tecidos e células do corpo. Elas se acumulam nos tecidos do corpo, nas células de gordura, e bloqueiam os sinais de saciedade.
– Tais substâncias podem criar irritação e/ou efeito danoso em um organismo, comprometendo a absorção de nutrientes e sua distribuição no corpo – explica a nutricionista clínica funcional Roberta Vieira dos Santos.
Além do ganho de peso, as toxinas acumuladas geram problemas de pele, inchaço, dor de cabeça, gases, intestino preso, memória ruim, e aumentam a probabilidade do surgimento de várias doenças.
Alimentos funcionais no processo de detox1 – Cúrcuma: também conhecido como açafrão-da-terra, é rico em curcumina, fitoquímico que apresenta potente efeito antioxidante, anti-inflamatório e antimutagênico (protetores do DNA, que evitam que moléculas tóxicas e mesmo radicais livres causem mutações nas células)
2 – Chá verde: rico em catequinas, sendo que uma delas, a epigalocatequina 3-galato está envolvida no controle da iniciação, promoção e progressão da carcinogênese (formação de câncer)
3 – Alho: as altas quantidades de enxofre no alho auxiliam na produção de glutationa que promove a desintoxicação e também ajuda a combater as bactérias e fungos nos intestinos.
4 – Própolis: mais rica fonte de flavonóides, tem ação protetora do fígado contra a ação de diversos xenobióticos (compostos químicos estranhos ao organismo)
5 – Cebola: fonte de queratina, tem ação de redução da formação de radicais livres, aumento nos níveis de glutationa hepática (substância que combate o envelhecimento, rejuvenesce as células, fortalece o funcionamento do Sistema Imune) e ação protetora do fígado.
ACEITA UM CHÁ?
Uma alternativa aos sucos é a ingestão de chá com a função detox, o chamado teatox (tea = chá). Consumidos quentes no inverno, podem ser bebidos no verão na forma de refrescantes chás gelados.
Aprenda a fazer em casa a receita de chá detox (teatox):
Ingredientes
Hibisco (flor com propriedades diuréticas, ajuda na redução das taxas de lipídeos e glicose no sangue)
PU-EHR (ou chá vermelho, acelera o metabolismo e regula a função intestinal)
Cascas de laranja (antioxidadante)
Amêndoas em pedaços (fonte de vitamina E e com propriedades antiinflamatórias e e antioxidantes)
Coco ralado sem açúcar (contribuem para a redução e controle do colesterol elevado e açúcar no sangue).
Modo de fazer: ferva a água, deixe o chá em infusão por 5 minutos e depois coe.

Muito interesante e imprescindível na obtenção da saúde.
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